FERNANO LARCHER / S.JORGE DA MINA AO TEMPO DA INTEGRAÇÃO NA DIOCESE DO FUNCHAL

 

FERNANDO LARCHER

S.Jorge da Mina ao Tempo da Integração na diocese do Funchal

(Jun.1514-Nov.1534)

através da cronologia

 

1514, 3 Nov.- Bula criando a diocese do Funchal

                1515, 10 Jan. – bula Preclara tue celsitudinis[3] relembrando a faculdade e o privilégio concedidos ao vigário da Igreja da Conceição pela bula de 7 Ago.1513

 

1515 – O forte de Axem muda de lugar

 

1516, 18 Jan.- Breve de Leão X ao bispo do Funchal concedendo-lhe que possa mandar benzer por seus Vigários as vestes sacerdotais e outras vestimentas eclesiásticas nas partes da Etiópia e Guiné, como lhe fora concedido para as Índias.[4]

 

1516, 26 Jun.- Carta de D.Manuel I ao Vigário da Conceição de Lisboa, Fr.Francisco Rebelo,  sobre o baptismo dos negros chegados a Lisboa nas caravelas   MMA, v.II, 2ª série, p.122-123, doc.37

 

Bula “Constanti Fide” de Leão X concedendo aos Reis de Portugal

 o padroado dos mestrados das três Ordens Militares

1516, 30 Jun.

 

1516, 15 Jul.- Alvará de D.Manuel concedendo ao Vigário da Conceição um cruzado de oiro pelo ofício de baptizar os escravos negros chegados a Lisboa das partes da Guiné     MMA, v.II 2ªsérie, p.129-131, doc.39

 

1517 – Sg.uma informação proveniente de Veneza, neste ano, “Todos os anos vão 12 barcos, um por mês, à Mina Velha[5], onde está o castelo de S.Jorge, de que trazem 10 a 15 mil ducados de ouro e pó.”

 

1518, 23 Abr.- Mandado de Fernão Lopes Correia, capitão e governador da Mina ao Feitor Manuel de Sande para dar 400 reis para feitio de umas cortinas que aquele mandou fazer para dois altares “desta see”.[6]

 

1518, 13 Ago.- Mandado de Fernão Lopes Correia, capitão e governador da Mina ao Feitor Manuel de Sande para dar ao vigário Rui Pires várias vestimentas, por as antigas se terem gasto no serviço “desta see”.[7]

 

1518, 8 Out. – Carta de Fernão Lopes Correia ao monarca, em que refere vários aspectos da Mina e pede autorização para se retirar para o Reino[8]

 

1519

 

8 Fev. – Regimento do trato de S.Tomé em que se trata no final do envio de escravos e mercadorias para a Mina r das viagens da Mina para os Rios em resgate[9]

 

30 Jul. – Proibição de entrada na fortaleza a qualquer piloto ido do reino, excepto em dia de feira ordenada[10]

 

4 Ago.- Fernão Lopes Correia, capitão e governador da Mina manda dar a Sem, meirinho do Rei dos Acaves, uma cabra de dois pesos[11]

 

26 Set. – Mandado de Fernão Lopes Correia ao Feitor da Mina Manuel de Sande para que dê um pintado, uma aljarabia e uma caldeira ao Rei novamente proclamado em Acomane.[12]

 

26 Set. – Mandado de Fernão Lopes Correia ao Feitor da Mina Manuel de Sande para que compre um cobertor de papa para oferecer ao Rei de Futo, a quem manda visitar.[13]

 

fim Set./ início Out.- Duarte Pacheco Pereira assume as funções de capitão e governador da Mina para que fora nomeado. O seu governo, como o do seu antecessor é marcado por regulares ofertas aos reis e principais nativos.

 

3 Out. – Carta de Duarte Pacheco Pereira ao Feitor da Mina João de Figueiredo, mandando entregar certos objctos aos reis de Acomane, Afuto e Ampiar, a quem manda visitar.[14]

 

20 Nov. – Mandado de Duarte Pacheco Pereira ao Feitor da Mina João de Figueiredo, para que compre duas cabras para oferecer ao pregoeiro do Rei dos Assans e a outros cavaleiros mercadores que com ele vieram.[15]

 

10 Dez.- Mandado de Duarte Pacheco Pereira, capitão e governador da Mina, ao Feitor João de Figueiredo para dar ao purgueiro do Rei de Assans e a dois dos seus filhos, sete varas e meia de lenço naval e três bacias[16]

 

1520

20 Mar.- Carta de D.Manuel aos oficiais da Mina, proibindo comerciar escravos com homens brancos de qualquer qualidade, excepto com os feitores régios[17]

7 Maio – Mandado de Duarte Pacheco ao Feitor da Mina para que entregue a João Vieira que envia como embaixador ao rei dos Asas vários objectos.[18]

8 Maio – Mandado de Duarte Pacheco ao Feitor da Mina para que dê dpois pesos e meio por uma cabra que manda dar a Nypa, irmão do rei dos Acanes.[19]

Apresentação do Vigário de São Jorge da Mina pelo Monarca

a partir de Julho de 1520

 

6 Jul. – Carta de D.Manuel nos termos da qual a apresentação do vigário de São Jorge da Mina deixa de caber ao Dom Prior e freires do Convento de Tomar para passar para o Monarca: (vide cartas confirmatórias infra 1523, 3 Dez. e 1560, 5 Dez.)

“E por lhe na dita Cidade termos per nosso regimento[20] ordenado bom premio lhe punhaõ de pensçaõ nelle trinta mil reis cadano pera aiuda do gasto da çera do ditto Convento, e outras despezas meritorias, e de serviço de Deos e nosso e bem do ditto Conuento, pella qual pençaõ que os dittos Vigairos pagauaõ, temos sabido que se naõ achaõ saçerdotes letrados e de bons exemplos e custumes pert~ecentes pera pregar, e dar bons jnsinos, como se acharem se o ditto Ordenado leuassem liuremente sem pagarem delle pençaõ alguã. E dezeiando nós que na na dita Cidade estem sempre Vigairos letrados que façaõ fruto na jgreia, e conuersação dos da terra e que preguem &ª. Ouuemos por bem e seruiço de Deos e nosso ordenar e mandar pagar ao ditto Conuento pera a ditta sera, vinte mill reis cadano, comtanto que o ditto Dom Prior e freyres desestiss~e da aprezentaçaõ da ditta Vigairia, e ficase a nós pera a darmos, sem pençaõ nhuã, a Religiosos letrados e pregadores, como ditto hé, […].[21]

7 Jul.- Mandado de Duarte Pacheco Pereira, capitão e governador da Mina, ao feitor João de Figueiredo para dar um pintado ao rei de Comânia[22]

7 Jul.- Mandado de Duarte Pacheco Pereira, capitão e governador da Mina, ao feitor João de Figueiredo para dar ao rei de Comânia quinze pesos de ouro por cinco cabras e um porco e que pagasse dois mil e duzentos réis por uma cadeira de espaldas e quatro caixas de marmelada, para o mesmo Rei.[23]

8 Ago.- Carta de Duarte Pacheco Pereira ao Feitor da Mina para que dê duas varas e meia de lenço nabal para uma braga que manda dar a um cavaleiro de Afuto[24]

8 Ago.- Cartade Duarte Pacheco Pereira ao Feitor da Mina para que dê de presente vários objectos aos reis dos Acames e dos Abermus[25]

 

D.João III

1521-1557

                1522

Adriano VI

Jan.1522-Set.1523

 

1522, Jun.ou Jul. – Duarte Pacheco Pereira é prezo e transportado para Portugal, sendo substituído por Afonso de Albuquerque (filho)

 

1523

Adriano VI concede a D.João III o privilégio de

 administrador e governador apostólico vitalício da OC

1523, 19 Mar.

                 13 Out. – Carta de D.João III ao capitão da Mina, D.Afonso de Albuquerque, datada de Tomar, dando conta de ter sido informado do excessivo rigor deste com os cavaleiros da “nossa alldea da Mina”, que em virtude disso se despovoa, e aconselhando-o a defender, ensinar e amparar os naturais para evitar perdê-los e ao seus serviço.[26]

Clemente VII

Nov.1523-Set.1534

3 Dez. – D.João III confirma a Carta de D.Manuel de 6 de Jul.1520 (vide supra) em que desliga a Vigararia da Mina da Jurisdição de Tomar[27]

1527 – Construção do Forte de São Sebastião, na moderna Shema

1529

4 Fev. – Carta régia nomeando Estevão da Gama capitão da Mina[28]

8 Fev. – Regimento do Capitão da Mina[29], Estevão da Gama, do qual

> no Capítulo I se afirma que na cidade devem estar continuadamente 56 pessoas, dentre as quais um vigário e 3 capelães

> e dois capítulos dizem respeito a matéria religiosa:

Capítulo X, De como o capitão terá cuidado de prouocar os negros a serem christãos, e do que ensinará o Vigairo, e do salario que por isso hauerão

Capitulo XI, Que o uigario, e capellães tenham a Igreia ornamentada do que comprir

 

 

8 Fev. – Regimento do Feitor da Cidade da Mina[30], do qual diz respeito a matéria religiosa:

“Cap.12º Dos ordenados que an-de haver per anno o capitão, offiçiaes e moradores da dita cidade

[…]

Primeiramente o capitão haverá per anno outoçentos mil reais, sem outro algum ordenado nem precalças;

[…]

E o vigairo haverá per anno sincoenta mil reais;

E cada hum dos tres capelães haverão per anno, assim, os dous a trinta mil reais cada hum , e hum a quarenta mil reais sendo capellão meu;

E o feitor haverá em cada hum anno cento e sincoenta mil reais;

[…]

 

Cap.34º Que tenha cuidado dos meus escravos que sirvirem na dita cidade.

Outrossi mando ao dito feitor, que tenha bem cuidado do provimento dos meus escravos, que à dita cidade vierem para o resgate […]; e muito melhor terá cuidado de o fazer a quasquer dos ditos escravos que forem christãos e bons sirvidores, per os outros per seus exemplos terem vontade de ser taes.

[…].”

 

 

 

8 Fev.- Regimento que pertence ao almoxarife dos mantimentos e tercena[31]

 

 

 

________________________________

Primeira Parte

Treslado do Livro dos Regimentos por onde se há de Reger, Capitão, Feitor, e Officiais da Cidade de São Jorge da Mina no qual estão os Capitulos seguintes

Cap.1º Do número dos offiçiaes e moradores que haverá na dita cidade

Cap. 2º Que os moradores da dita cidade, pera comprimento do número ordenado, na de ser meus criados, e da maneira que han de levar meus alvarás, eles e os offiçiaes naturaes do Reyno

Cap.3º Da maneira que o capitão terá com os offiçiaes e moradores quando chegarem à dita cidade, com meos alvarás

Cap.4º Da qualidade e sorte que deve ser o capitão que mandar a dita cidade

Cap.5º Como o capitão fará menagem pella guarda da dita cidade, antes que destes Reinos parta, e então haverá seus despachos

Cap.6º Da maneira que terá o capitão em a sua chegada à dita cidade, e o que aserca disso se fará

Cap.7º Do poder e jurisdição que terá o dito capitão

Cap.8º Da maneira que terá o dito capitão com meus officiaes quando fizerem alg~ua couza ceime

Cap.9º Da ordem que o capitão mandará ter na guarda da porta da dita cidade e da penna que haverão os que forçarem a dita porta, e quem servirá de porteiro e das honras a que o capitão tomará a chave

Cap.10º De como o capitão terá cuidado de provocar os negros a serem christãos, e dos que ensinará o vigairo e do salairo que per isso haverão

Cap.11º Que o vigairo e capellães tenhão a igreja ornamentada do que comprir

Cap.12º De como o capitão tenha cuidado da cura dos doentes

Cap.13º Que o capitão trabalhe sempre por haver boa paz com os negros

Cap.14º Que o capitão defenda que os negros em almadias, nem por outra alg~ua maneira cheguem e falem aos navios que do Reyno vem

Cap.15º Da meira que se terá quando à cidade de Sam Jorge chegarem / os navios que forem do Reyno, e assim da ilha de S.Thomé

Cap.16º Das feiras que o capitão mandará fazer aos que forem nos navios

Cap.17º Que o ouro, que as peçoas dos navios ouverem na feira das couzas, que nella venderem, venha no cofre

Cap.18º Das couzas que o capitão se trabalhará de saber aserca do negros pera mas noteficar

Cap.19º Da maneira que se terá quando mandar fazer obras na cidade

Cap.20º Que peçoa não resgate aos negros couza alg~ua, e a penna que haverá quem o fizer

Cap.21º Que o capitão entenda nas couzas da Fazenda

Cap.22º Do poder que o capitão terá na Fazenda vindo serco à dita cidade

Cap.23º E que o capitão tenha cargo de ver o danificamento da roupa, e da pena que o feitor haverá quando a emprestar

Cap.24º Como, e a que tempo, o capitão se proverá / de gente da ilha Sam Thomé

Cap.25º Do que mandar dar o capitão e qualquer que lhe trouxer hum recado proveitoso

Cap.26º Que o tempo de estada sejão dous annos

Cap.27º Como o capitão ajudará o feitor e offiçiaes ao que lhe requerem per meu serviço

Cap.28º Do balanço que em cada hum anno / se há de fazer nas mercadorias

Cap.29º Do que se fará quando morrerem de peste

Cap.30º Da maneira que se terá se faleçer o capitão

Cap.31º Que o capitão não consinta estar na cidade senão os que levarem meus mandados, e a pena que haverão o capitão e piloto, que os levarem / e assim os guardas

Cap.32º Que nunca tome mareantes das caravelas, senão em çertos cazos, e o salário que então haverão

Cap.33º Das armas que estarão no almazem da dita cidade, e como hão de jugar a barreira e o que haverá quem melhor tirar

Cap.34º Das armas que terão os moradores e / sem ellas não serão assentados

Cap.35º Das quatro molheres, que na dita cidade an-de estar ordenado, e assim da penna, quando alguem tever alg~ua per mançeba, e que se não neguem

Cap.36º Que não sejão tiradas do ordenado, salvo qurendo se vir havendo outras, ou por doença

Cap.37º Que se quiserem vir à dita cidade outras quatro molheres que vão sem ordenado levando meus alvarás

Cap.38º Que quando falleçer algum na dita cidade se faça inventário do que ficar, e o que aserca delo se fará

Cap.39º Que o capitão mande agasalhar alg~us negros que à dita cidade vierem, e per seu modo lhe dê mantimentos

Cap.40º Que não se consinta ninõuem hir às aldeas, salvo comprir a meu serviço e às couzas de doentes

Cap.41º Que não vão buscar galinhas em almadias

Cap.42º Que não entrem os negros nas pousadas, nem isso mesmo na do capitão e a pena que haverá quem não cumprir

Cap.43º Que o capitão, nem alguns dos offiçiaes não agazalhem, nem dem de comer per dinheiro em suas pousadas

Cap.44º Que ninguem não tenha em sua pousada pezos nem balança

Cap.45º Que se publiquem os capitulos deste Regimento antes da partida do Reyno aos moradores e depois que chegarem a Sam Jorge, e dahi em diante cada trez mezes do anno

Cap.46º Que quando alguns offiçiaes e moradores fallecerem, o capitão escreva à Caza pera se proverem outros, e assim se forem maes do que per meu Regimento an-de hir, me escreva as pessoas que assim forem, e / elle com pareçer do feitor e escrivães ponhão entretanto peçoas que os sirvam

Cap.47º Que o capitão não de vagante alg~ua, salvo a dos seus homens

Cap.48º Que este Regimento este sempre na arca da Feitoria com os outros livros

Cap.49º Que todos os offiçiaes e moradores se venhão juntamente pera o Reyno quando vier o capitão, salvo alg~uas que mandar ficar per meus mandados

Cap.50º Da busca que se há-de fazer antes da partida do capitão, offiçiaes e moradores da dita cidade

Cap.51º Da parte que haverá quem soliçitar ou descobrir alg~ua couza furtada ou sonegada

Cap.52º Que se treslade qualquer provimento que eu passar, porque tire ou acrescente alg~ua couza neste Regimento

Regimento do Feitor da Cidade de São Jorge

Cap.1º Das cazas, arcas de tres fechaduras pera os livros que o feitor há de ter na caza da feitoria

Cap.2º Das balanças e pezos que na-de estar na caza da feitoria

Cap.3º Da maneira que se terá na descargua das mercadorias que forem do Reyno

Cap.4º Como se fará o resgate quando vierem mercadores da dita cidade, e pezo, e pezo e repezo do ouro que se resgatão

Cap.5º Da maneira com que se á-de entregar o ouro aos capitães dos navios

Cap.6º Que peçoa alg~ua resgate senão o feitor ou quem o capitão ordenar

Cap.7º Que o feitor resgate pella taxas que forem ordenadas da Caza da Guinée e quanto creçerá sobre ellas

Cap.8º Que se não de baixa em roupa alg~ua

Cap.9º Que tenha o feitor duas prezas grandes pera os lambeis

Cap.10º Que haja hum livro de registo em que sejão assentados os offiçiaes e moradores, e da maneira que nisso terá

Cap.11º Da declaração que se fará nos assentos do dito livro dos nomes e outras couzas das peçoas que na dita cidade estiverem

Cap.12º Dos ordenados que an-de haver per anno o capitão, offiçiaes e moradores da dita cidade

Cap.13º Que não pagem vintena dos ordenados

Cap.14º Da maneyra que se na-de paguar os ditos ordenados

Cap.15º Do mantimento de pão, vinho, azeite, vinagre / que na-de haver os moradores da cidade

Cap.16º De quem entrará per feitor quando o feitor faleçer ou for doente e assim o escrivão primeiro, e o que aserca disso se fará

Cap.17º Do que são obriguados a fazer os quatro homens que o feitor há-de ter

Cap.18º Da parte que haverá quem soliçitar ou descobrir alg~ua couza furtada ou sonegada

Cap.19º Que o feitor faça per mandado do capitão as despezas que per seu Regimento pode mandar fazer

Cap.20º Que o capitão assine em toda a reçeita e despeza do feitor

Cap.21º Que não page ordenado a quem não tiver armas

Cap.22º Do que se fará da almafega, em que vão alliados os fardos da mercadoria

Cap.23º Que os offiçiaes que estiverem na Mina sirvão seus offiçios athé partirem que de os outros de cá forem

Cap.24º Dos jornaes que se darão aos escravos que servirem nas obras e em outros sirviços

Cap.25º Que o feitor e escrivães entendão em todas as couzas de minha fazenda, e elles dem resão aos outros offiçiaes que a seus carregos tocão

Cap.26º Dos escravos que da ilha de Dam Thomé an-de hir à Mina

Cap.27º

Cap.32º

Cap.33º Que o feitor tenha sempre todas as cousas na dita feitoria pera vender aos negros, e maneira que terá quando quiserem comprar alg~uas que não tiver

Cap.34º Que tenha cuidado dos mesu escrevos que sirviram na dita cidade

Cap.35º Das cartas que o feitor e escrivães an-de mandar cada mez das mercadorias e moradores da cidade

Cap.36º Dos escravos que o feitor há-de ter pera sirviço da dita cidade e assim escravas

Cap.37º Sobre a maneira que se terá na venda dos vinhos

Segunda Parte

 

REGIMENTO DA CIDADE DE SAM JORGE DA  MINA, SÃO TOMÉ E OBRAS PIAS POR ONDE SE HAN DE REGER O CAPITAM, FEYTOR E MAIS OFFICIAIS, E VARIAS LEYS, E ALVARAS DEL REY CONCERNENTES À MESMA MATERIA

1529

BSG, Reservados, 2B4

_______________________________

 

 

 

 

 

10 Maio – Carta de Duarte Roiz a D.João III em que o avisa das irregularidades observadas no comércio de S.Tomé, Axém e Mina[32]

 

15 Jun. – Treslado de h~u alvará pera o capitão da Mina per que el Rey manda que os capellães da Mina e Axem lhe não acudão com os mantimentos posto que levem alvará[33]

 

25 Jun. – Carta de D.João III ao capitão da Mina determinando que não se permita aos clérigos exercício do seu ministério na Mina e em Axem sem mandato nem letras do rei, e sem licença prévia do Bispo da diocese do Funchal, ou de “quem seu carrego tiver”.[34]

 

1529 últimos meses? – D.João III em carta ao Rei do Congo estabelece o Regimento pera o Vigairo de Congo:[35]

 

1530 – a partir deste ano os navios franceses começam a atacar aos navios portugueses que vêm da Mina e a tentar comercear directamente nesta

 

1532, 20 Maio – D.João III pede ao Papa Clemente VII que crie a diocese de São Tomé, mencionando expressamente a Ilha do Príncipe, São Jorge da Mina e o reino do Manicongo[36]

 

1532, 2 Ago.- Regimento para o recebedor do trato da ilha de Sam Thomée[37]

 

1532 – 80 escravos que iam a bordo do navio Misericórdia para a Mina sublevam-se e massacram os membros da equipagem só tendo conseguido escapar o piloto Cristóvão Carreiro e dois marinheiros

 

1533, 14 Jan. – Carta régia nomeando Fernão dAlvares, cavaleiro fidalgo da Casa Real e escrivão da Câmara régia, antigo escrivão da Casa da Índia e da Mina, novamente para este cargo[38]

 

1533, 28 Dez. – Leonel Fernandes, capelão do cardeal D.Afonso, irmão de El-Rei, provido na capelania da feitoria de Axém, pelo tempo e com o ordenado do Regimento, acabado o tempo dos providos anteriormente[39]

 

Paulo III

Out.1534-Nov.1549

 

1534, 3 Nov. – Bula Aequum reputamus, de Paulo III criando a diocese de S.Tomé, em cuja área se refere expressamente a “cidade de S.Jorge da Mina”[40]

 

 


[1] Ordenações manuelinas, l.V, tit.112 Das penas q~ auerã os q~ sem liç~eça delrey for~e: ou mãdar~e aa Mina: ou a q~lq~parte d’Guinee: ou hindo per sua liç~eça nõ guardar~e seu regimento.

[2] ANTT, CC II-85-85. Transcrito in J.BATO’ORA BALLONG-WEN-MEWUDA, São Jorge da Mina, v.II, p.526-529, doc.IV e parcialmente in MMA, v.IV, p.87

[3] MMA, v.I, p.328-330

[4] ANTT, Bulas, 22-13. Transcrito in MMA, v.IV, p.28-29, doc.9 com a data errada de 1506, v. II, 2ªsérie, p.120-121, doc36

[5] Da Mina Velha = S.Jorge da Mina distingue-se a Mina Nova = Sofala

[6] ANTT, CC, II-107-113. Transcrito in MMA, v.XV, p.42, doc.18

[7] ANTT, CC, II-109-129. Transcrito in MMA, v.XV, p.45, doc.20

[8] ANTT, CM, III, doc.179. Transcrito in MMA, v.IV, p.117-122, doc.32

[9] ANTT, Leis e Regimentos de D.Manuel, f.83-88v. Transcrito in MMA, v.IV, p.124-133, doc.33

[10] ANTT, Livro de Registo de Leys e Regimentos de D.Manuel, f.104. Transcrito in MMA, v.I, p.424-425, doc.122

[11] ANTT, CC, II-83-130. Transcrito in MMA, v.XV, p.47, doc.22

[12] ANTT – CC II-85-8. Transcrito in MMA, v.I, p.426

[13] ANTT – CC II-85-9. Transcrito in MMA, v.I, p.427.

[14] ANTT – CC II-85-44. Transcrito in MMA, v.I, p.428

[15] ANTT – CC II-85-200. Transcrito in MMA, v.I, p.430.

[16] ANTT, CC, II-86-80. Transcrito in MMA, v.XV, p.48, doc.23

[17] ANTT, Leis e Regimentos de D.Manuel, f.162v., Transcrito in MMA, v.IV, p.136-137, doc.35

[18] ANTT – CC II-89-80. Transcrito in MMA, v.I, p.441, doc.129

[19] ANTT – CC II-89-82. Transcrito in MMA, v.I, p.442, doc.130

[20] Regimento desaparecido?

[21] Transcrita na carta confirmatória de D.João III de 3 de Dez.1523. ANTT, OC, Sala 25 – 51-13, f.54v.-55. Transcrito in MMA, v.IV, p.138-140, doc.36

[22] ANTT, CC, II-90-13. Transcrito in MMA, v.XV, p.49, doc.24

[23] ANTT, CC, I-7-29. Transcrito in MMA, v.XV, p.50, doc.25

[24] ANTT – CC II-91-27. Transcrito in MMA, v.I, p.443, doc.131

[25] ANTT – CC II-91-28. Transcrito in MMA, v.I, p.444-445, doc.132

[26] Documento proveniente da Biblioteca Palha. Publicado com erros in FORD, Letters of John III Hing of Portugal, 1521-1557. Transcrita in MMA, v.I, p.451-452, doc.136

[27] ANTT, Ordem de Cristo, Sala 25 – 51-13 f.54v.-55. Transcrito in MMA, v.IV, p.138-140

[28] ANTT – Chancelaria de D.João III, liv.45, f.158v. Referido in MMA, v.I, p.519

[29] BSGL – Regimentos da Cidade de Sam Jorge da Mina, S.Thomé, e obras Pias – Reservado A-55, f.7-7v. Transcrito parcialmente in MMA, v.I, p.502-504, doc.150 e na íntegra in J.BATO’ORA BALLONG-WEN-MEWUDA, São Jorge da Mina, v.II, p.542-569, doc.XII, que lhe dá a data de 7 de Fevereiro

[30] BSGL – Regimentos da Cidade de Sam Jorge da Mina, S.Thomé, e obras Pias – Reservado A-55, f.7-7v. Transcrito parcialmente in MMA, v.I, p.502-504, doc.150 e na íntegra in J.BATO’ORA BALLONG-WEN-MEWUDA, São Jorge da Mina, v.II, p.542-569, doc.XII, que lhe dá a data de 7 de Fevereiro

[31] Transcrito in J.BATO’ORA BALLONG-WEN-MEWUDA, São Jorge da Mina, v.II, p.592-595

[32] ANTT, CC -I-42-116. Transcrito in MMA, v.IV, p.144-146, doc.40

[33] Transcrito in J.BATO’ORA BALLONG-WEN-MEWUDA, São Jorge da Mina, v.II, p.608-609

[34] BSGL, Reservado A-55, f.68 v. Transcrito in MMA, v.I, p.519-520, doc.152 e in J.BATO’ORA BALLONG-WEN-MEWUDA, São Jorge da Mina, v.II, p.608-609, que lhe dá a data de 15 de Jun.

[35] ANTONIO BRÁRIO, História e Missiologia, cit., p.254-256

[36] Bib.Acad.Ciências de Lisboa, Códice 44 (azul), p.129-130. Cfr.A.BRÁSIO, M.M.A., Áfr.Ocid., v.I, p.196.

[37] Transcrito in J.BATO’ORA BALLONG-WEN-MEWUDA, São Jorge da Mina, v.II, p.624-628

[38] ANTT – Chancelaria de D.João III, liv.19, f.20v. Referido in MMA, v.II, p.193(3)

[39] Chancelaria de D.João III, liv.19, f.252. Mencionado in MMA, v.IV, p.650.

[40] ANTT – Bulas – 17-33. Transcrito in MMA, v.II, p.22-34, doc.11

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s